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"Workshop das Abelhinhas" - espécies sem ferrão e com ferrão.

Atualizado: 2 de jun. de 2021

Com intuito de unir Turismo Rural e Educação Ambiental nosso hotel promove com frequência o Workshop das Abelhinhas. Oficina esta que busca atrair atenção das crianças sobre a importância das ABELHAS SEM FERRÃO para o Meio Ambiente e para nossa fazenda.



A maioria das espécies tem no néctar e no pólen das flores a sua principal fonte de nutrientes, com isso usam os ambientes de cafezais floridos para nutrirem suas colônias e com essa prática contribuem para maior produção em nossos cafezais.

Sendo trabalhado o tema com as crianças em oficina de educação ambiental, as crianças tem oportunidade de conhecer através de fotos os animais e depois podem interagir com algumas colmeias identificadas e distribuídas pela fazenda.


Este projeto surgiu pela ideia Hernani hóspede que frequenta o hotel e Richard Nacasato e Sr. João, nossos amigos que possuem Meliponários na cidade de Ouro Fino. Atualmente as oficinas são aplicadas pelo Professor Beto Albuquerque junto à equipe de recreadores.

Na subfamília Apíneos, encontramos as abelhas do gênero Apis mellifera , está espécie não sendo nativa, apresenta o ferrão ligado a uma bolsa de veneno, que se localiza na extremidade do abdômen, .o que se torna uma espécie de importância médica.


Em contra proposta e trabalhado o conteúdo em Educação Ambiental, as abelhas da subfamília Meliponídea(Hymenoptera, Apidae), são as abelhas indígenas sem ferrão. Este nome é designado a elas por possuírem o ferrão atrofiado sendo, portanto, incapazes de ferroar.


As principais Meliponini que habitam o Brasil são:


-Uruçu do nordeste (Melipona scutellaris);

-Mandaçaia (Melipona quadrifasciata);

-Tiúba (Melipona compressipes);

-Jandaíra (Melipona subnitida) e outras.


Entre as Trigonini citamos a Jataí (Tetragonisca angustula), a mais conhecida, pode ser encontrada desde a Argentina até as fronteiras com a América Central e que produz mel de excelente qualidade.

Existe uma grande diferença entre as abelhas indígenas sem ferrão e as Apis melliferas que vimos anteriormente. Os favos ou células das abelhas Apis são construídos no sentido vertical, justapostos, enquanto que das abelhas sem ferrão são feitos horizontalmente, estilo assobradado. Outra diferença marcante: As melíponas armazenam seu mel, em potes, diferentemente das Apis, que o armazenam em favos.


MEL


Sem sombra de dúvidas o mel é o mais consagrado dos produtos das abelhas. Basicamente, o mel é um alimento viscoso, produzido a partir do néctar das flores que as abelhas coletam, transportam para as colônias e processam. Durante o transporte das flores para as colônias, o néctar é armazenado em um órgão específico das abelhas, a vesícula melífera (ou papo de mel), uma espécie de bolsa onde o líquido adocicado colhido nas flores recebe algumas enzimas e começa a ser processado. Já na colônia, essa mistura de néctar com enzimas é desidratada e armazenada nos potes (ou favos, no caso das Apis). O resultado do processo é uma solução concentrada de água e açúcares, especialmente frutose e glicose, enriquecida com proteínas, vitaminas, sais minerais e ácidos orgânicos.


A diversidade de aromas e sabores do mel reside na variedade de flores onde as abelhas colhem o néctar. No caso das abelhas sem ferrão, o número de espécies produtoras enriquece essa diversidade, já que cada tipo de abelha imprime no mel uma característica especial associada às suas enzimas específicas.

Comparado ao conhecido mel das Apis, o mel de abelhas nativas é menos viscoso (ou seja, mais líquido), menos doce (por ter mais água tem menos açúcares) e mais ácido. Contém ainda um teor natural de bactérias e leveduras, microrganismos que induzem sua fermentação. Logo, o mel de abelhas nativas não é tão estável quanto o mel de Apis, característica que demanda tratamento diferenciado.

Missão para os meliponicultores que têm nesse desafio uma oportunidade de mercado. Sem falar das suas propriedades terapêuticas, tão conhecidas pela medicina popular e gradativamente desvendadas pela ciência.


Abelhas europeias x abelhas brasileiras


1.As abelhas europeias não são muito agressivas, de maneira geral, e resistem melhor a climas mais frios. Já as brasileiras são mais agressivas e não se adaptam a climas frios, preferindo regiões de clima mais quente.


2.As abelhas brasileiras têm maior resistência a doenças comuns das abelhas europeias. Por isso, no Brasil, a grande maioria dos apicultores não precisa usar antibióticos no tratamento de suas colmeias.


3.A vitalidade das abelhas brasileiras com ferrão mostra resultados na produtividade. Seu raio de ação é maior, e a sua produção de mel, própolis e outros subprodutos são notavelmente maiores.


Ferrão das abelhas: um mecanismo de defesa


Quando uma abelha (operária) se sente ameaçada, ela utiliza o ferrão em quem estiver por perto. Após a ferroada, ela tenta escapar, mas devido às farpas, a parte posterior do abdômen, onde se localiza o ferrão, fica presa na vítima. Em alguns casos, a abelha perde uma parte do intestino, morrendo logo em seguida. Já ao picar insetos, a abelha, muitas vezes, consegue retirar as farpas da vítima e ainda sobreviver.


A ferroada da abelha no ser humano é muito dolorosa, e a sensação instantânea é semelhante a de levar um choque de alta voltagem. Seu ferrão é unido a um sistema venenoso que faz com que a pele da vítima inche levemente na região, cerca de 2 cm ao redor, podendo ficar avermelhada, dolorida e coçando por até dois dias.


Apesar disso, o veneno (Apitoxina) não causa maiores danos. Este é produzido por uma glândula de secreção ácida e outra de secreção alcalina, ambas embutidas dentro do abdômen da abelha operária. O veneno, em concentração visível, é semitransparente, de sabor amargo e com um forte odor. Pode ser usado eventualmente com valor terapêutico e possui efeitos positivos na região em que foi injetado. Por outro lado, pode ser um perigo grave ou mortal, se em grande quantidade, para quem é alérgico à sua composição.



Um dica pra quem não conhece bem é não se aproximar muito delas para evitar ataques, no caso de ser uma abelha com ferrão ou vespas.


Na unidade Bom Café está sendo construído um meliponário e um hotel de abelhas solitárias para ajudar na preservação das inúmeras espécies da região.

Com frequência é realizado Workshop de conscientização com as crianças sobre a importância das abelhas, também mostrando de pertinho algumas espécies!

Estamos fazendo nossa parte, mas que tal você também fazer um cantinho das abelhas em casa? 🤔🐝 Agora só falta você vir conferir tudo isso de perto, nos visitando 🥰


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